Confusão iniciada após o término da partida contou com a intervenção do policiamento presente no estádio
Confusão aconteceu após o apito final do árbitro. Policiamento foi exigido.
Foto: Anderson Luiz.
O resultado de 1 a 0 conquistado pelo Itaboraí sobre o Artsul, pela Série C Estadual, no último domingo, foi muito importante, já que marcou a reação da equipe na segunda fase, mas os desdobramentos da partida podem ser nada agradáveis. Depois de encerrado o confronto, uma confusão generalizada tomou conta do estádio Alziro de Almeida. Tudo por conta de uma bola que foi para isolada para bem longe.

O goleiro do Artsul, Rafael, segundo relatado na súmula de jogo pelo árbitro Leandro de Lima e Silva, chutou para fora das dependência do estádio uma das bolas usadas no jogo. Em seguida, o administrador do local, identificado no documento apenas como Marcelo, foi até o arqueiro pedir explicações. Deu-se então início à confusão, apartada somente por policiais presentes no evento.

O caso deve ser denunciado pela procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) e Itaboraí e Artsul, muito provavelmente, terão que explicar os fato ocorridos. Se punidos, os clubes podem perder mandos de campo, além de serem punidos com multas. Até o momento, o ocorrido não foi pautado pelo tribunal.

No próximo domingo, dia 3, o Itaboraí vai até o estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito, enfrentar o Gonçalense, às 15h.

Equipes conseguiram vitórias após estrearem tropeçando e deixaram seus grupos ainda mais disputados
O Osórios venceu o Só Canela na segunda rodada da Série Ouro.
Imagem: Divulgação.
A segunda rodada da Série Ouro de Futebol de Sete de São Gonçalo foi disputada no último domingo, com seus oito jogos divididos entre o Clube Mauá, na Estrela do Norte, e o LA Esporte Clube, no Arsenal. Os destaques ficaram por conta de equipes como Osórios e Destino, que haviam perdido na estreia, mas se recuperaram e venceram seus compromissos. O Adelia Sete Roma, que fez sua primeira partida, também obteve resultado positivo.

Os placares foram os seguintes: Dragões do Campo 3x3 Barta, Osórios 2x0 Só Canela, Alzirão 2x3 Unidos da Amizade, Alcáida 1x2 Destino, Adelia Sete Roma 1x0 Destino, JJFC 0x2 Dig Din, Alcântara 3x3 Pita, Quilmes 2x0 Manchester de New City.

No Grupo A, Quilmes e Manchester de New City occupam as duas primeiras colocações; na Chave B, Master e Só Canela são os dois primeiros; no Grupo C, líder e vice-líder são Unidos da Amizade e Divino; na Chave D, Dig Din e Jardim Alcântara são os dois melhores.

Resultados Série Prata: Federados 1x3 Cardeal, Warrios the Lord 1x3 Toca e Sai, Eh Nós 0x0 Furacão, ENB 3x4 Bando de Loucos, Só Toque 2x3 Village, Predinhos 1x0 Califórnia Sports, Real Califórnia 3x2 Mulekes da Gelada, Pernoitados 4x3 Valentes de Deus.

Resultados Série Bronze: Cartola 1x6 Só Sequelas, Mafiosos 6x4 Aldeia do Surf, Amigos da Bola 3x5 Orkal, Puma 4x8 Arte Moleque, Brasilândia 6x5 Só 7, Guerreiros 5x4 Lendários do Marambaia, Diretoria 0x3 Celebrai, Atlético São Gonçalo 4x2 Sacanas.

Dirigente garantiu que vitória foi apenas mais uma dentro da competição e pediu foco total no próximo compromisso
Raulino pediu foco total na partida contra a Esprof, no próximo domingo.
Foto: Gabriel Farias.
Depois de uma troca de declarações nada amigáveis entre os presidentes de São Gonçalo FC, Alessandro Silva, e Gonçalense, Joacir Thomaz, iniciada por Silva, no último domingo, após a vitória de sua equipe no clássico local, por 2 a 0, o clima enfim parece ter esfriado. Os dois times, ao que tudo indica, superaram o episódio, e já pensam na terceira rodada da segunda fase da Série C.

Diretor de futebol do São Gonçalo FC, Fabio Raulino procurou por um fim no episódio. Em contato com a equipe do Futebol Gonçalense, deu tons mais calmos ao fato que teve início no encontro entre os dois rivais.

- Acontece é que foi um clássico, onde os nervos estavam exaltados. De nenhuma maneira, nós do São Gonçalo FC, queremos atrapalhar o andamento do campeonato, que vem sendo bem disputado - disse Raulino, que quer seu elenco focado na partida contra a Esprof, no próximo domingo (3).

- Vamos pensar exclusivamente no próximo jogo, no foco maior, que está na Esprof. Vamos deixar esse desentendimento para trás, já passou. Vamos seguir em frente e pensar cada um nos seus objetivos - completou.

O São Gonçalo FC tentará diante da Esprof, no estádio João Francisco, em Bangu, manter o 100% de aproveitamento conquistado até aqui na etapa decisiva da Série C. Por sua vez, o Gonçalense vai em busca da primeira vitória, diante do Itaboraí, no José Alves Ventura, em Rio Bonito. Os dois jogos acontecem no domingo, dia 3, às 15h.

Lateral teve mais uma grande atuação no último domingo, ao participar de jogada do primeiro gol e sofrer a falta para o segundo
Dreivison fez marcação implacável sobre Sena. Foto: Gabriel Farias.
Uma das principais armas do São Gonçalo FC na Série C Estadual tem sido o lateral-direito Dreivison. O jogador vem participando ativamente das vitórias conquistadas, com um fôlego característico. No clássico contra o Gonçalense, foi com ele que começou a jogada do primeiro gol. No segundo, sofreu a falta que terminaria numa bela cobrança de Walber.

Ao ser perguntado se o fato do São Gonçalo ter entrado mais "pilhado" para o dérbi foi determinante, Dreivison disse que sim e ressaltou os objetivos conquistados até aqui na segunda fase, como a vitória sobre o Artsul na estreia.

- Foi determinante. Depois de uma vitória apertada contra o Artsul, que é um time de qualidade, demonstramos que temos vontade, raça e acho que isso é fruto do nosso trabalho na "família São Gonçalo". Aqui somos mais que um grupo, somos uma família - declarou.

Em relação à rivalidade que tomou conta do confronto entre São Gonçalo e Gonçalense, Dreivison se colocou de fora, mas reconheceu que a vitória teve um sabor especial.

- Não tem explicação uma vitória num clássico. Não tenho essa rivalidade, já que cheguei esse ano, mas essa vitória contribuiu com nosso trabalho, com nosso objetivo, que é o acesso - finalizou.

O São Gonçalo FC volta a campo no próximo domingo, dia 3, para enfrentar a Esprof, no estádio João Francisco, em Bangu, às 15h.

Volante destacou entrosamento antigo entre ele e o treinador Marcus Cravo para que nova formação fosse adotada
No confronto particular contra Sabão, Maykon levou a melhor.
Foto: Gabriel Farias.
Desfalcado do zagueiro Diego Mendes para o clássico diante do Gonçalense, o treinador do São Gonçalo FC, Marcus Cravo, optou pela improvisação para suprir a ausência. Maykon, que vinha jogando como volante, foi recuado para o miolo de zaga. A medida deu certo e trouxe solidez defensiva ao seu time.

Além de atuar mais atrás do que vinha fazendo, Maykon ainda recebeu a incumbência de marcar o jogador mais veloz do rival, o atacante Sabão, que se destaca pelo drible fácil. E conseguiu. Levando a melhor em quase todas as jogadas, Maykon anulou uma das peças ofensivas do Tricolor.

- Isso é coisa antiga. Já trabalhei com o Marcus assim, atuando como terceiro zagueiro pela direita. Ele pediu para eu jogar colado no Sabão, para tentar anular o jogador de mais qualidade deles. E estou aí. Se me colocar de volante ou de zagueiro, estou jogando. Já estou acostumado - disse.

A atuação no clássico agradou a todos, inclusive o próprio Maykon, que a classificou como sua melhor partida vestindo a camisa do São Gonçalo FC.

- Eu venho trabalhando desde o início do campeonato e sempre que entrei fui mantendo a regularidade. Aos poucos fui ganhando confiança para voltar a jogar e essa partida foi a melhor que fiz pelo São Gonçalo, mas espero que venham outras - destacou.

O São Gonçalo FC, com Maykon na defesa ou na contenção do meio de campo, enfrenta a Esprof no próximo domingo, dia 3, no estádio João Francisco, em Bangu, às 15h. O confronto é válido pela terceira rodada da segunda fase da Série C Estadual.

Meia destacou que São Gonçalo FC teve maior volume de jogo e posse de bola, na sua visão, e por isso saiu vencedor
Fé no acesso! Walber se destacou no clássico com belo gol de falta.
Foto: Gabriel Farias.
Fazer uma boa campanha num campeonato como a Série C do Rio passa por ter uma equipe equilibrada, aguerrida e com qualidade técnica. No caso do São Gonçalo FC, a intimidade com a bola fica por conta de Walber. O camisa 10 vem demonstrando enorme qualidade e se firmando como um dos melhores em sua posição na competição.

Contra o Gonçalense, Walber teve papel importante no primeiro tempo, quando distribuiu boas jogadas e comandou algumas das tramas ofensivas do SGFC. Na etapa complementar, de maneira magistral, acertou uma cobrança de falta que dispensa comentários. A bola, indefensável, foi no ângulo do goleiro Julio.

- Ganhar clássico sempre tem um gosto a mais. A equipe fez um belo jogo, nos comportamos bem, ficamos com a posse de bola e imprimimos nosso ritmo, assim como fizemos durante toda a competição. Agora é descansar e se preparar que domingo tem mais - disse o meia, que atribuiu aos treinamentos o sucesso na cobrança de falta.

- Venho trabalhando muito cobrança de falta, me aperfeiçoando a cada dia e Deus me abençoou com esse belo gol que ajudou muito a equipe - complementou.

O São Gonçalo FC volta a campo no próximo domingo, dia 3, quando enfrenta a Esprof, no estádio João Francisco, em Bangu, às 15h. Os dois times se encontraram em duas oportunidades na primeira fase. Em ambas, os gonçalenses venceram por 2 a 1.

Volante deixou o campo triste com o resultado negativo, mas demonstrou confiança em rápida reação na Terceirona
Dyeguinho reconheceu que clássico foi disputado sob clima quente.
Foto: Gabriel Farias.
Perder clássico é ruim e os jogadores sabem disso. Tanto que após a partida, o volante Dyeguinho, do Gonçalense, reconheceu o sentimento de tristeza pelo revés sofrido por 2 a 0. Ele lamentou que o dia não tenha sido de sorte para sua equipe e inclusive parabenizou o adversário pelo êxito.

- Falar que saímos felizes é mentira. Fica a tristeza por não termos alcançado a vitória, mas como um jogo qualquer de um campeonato que é bem disputado. Não foi nosso dia e temos que parabenizar o outro time, que correu o tempo todo. Nada aconteceu de grave e temos que levantar a cabeça para que no próximo jogo possamos colocar em prática o que estamos treinando.

Dyeguinho comentou também sobre o clima pesado que pairou sobre o clássico. A rusga entre diretorias, em alguns momentos, se converteu dentro de campo em jogadas ríspidas e desentendimentos de ambos os lados. Apesar de reconhecer a animosidade, o volante imaginou que seria pior.

- Tudo correu bem. Pensamos que seria pior. Os atletas se respeitaram e deixaram que a partida fosse decidida dentro de campo - avaliou.

De olho na primeira vitória na segunda fase, o Gonçalense enfrenta no próximo domingo (3), o Itaboraí, no estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito. Será a chance de se recuperar e demonstrar que a má fase não se instalou no clube.

- Esse jogo (contra o São Gonçalo) já passou. O próximo é o mais importante. Percalços no caminho são normais, já que ninguém vive só de vitórias. A derrota não era prevista, mas infelizmente veio e vamos ter que reverter a situação no próximo jogo - projetou Dyeguinho.

Time sub-17 também se saiu bem e bateu o Mangaratibense por 2 a 1
O São Gonçalo EC derrotou o Mangaratibense por duas vezes.
Foto: Reprodução Facebook.
O São Gonçalo EC segue em grande fase no Campeonato Carioca Sub-15 da Série B/C. No último domingo, venceu pela quinta vez seguida, ao superar o Mangaratibense, por 5 a 0, no Clube Esportivo Mauá, em São Gonçalo. Com a vitória, a garotada do Azul e Branco chegou ao segundo lugar na classificação geral, com 24 pontos, fixando lugar na zona de classificação.

Na partida de fundo, pela categoria juvenil, o São Gonçalo obteve mais uma vitória sobre o Mangaratibense, dessa vez de maneira mais apertada: 2 a 1. O momento também é bom no sub-17, já que a equipe ocupa a quinta colocação, a uma posição do G-4, com 20 pontos ganhos.

No próximo domingo, dia 3, o São Gonçalo EC volta a campo pela 11ª rodada do Campeonato Carioca Sub-15 e Sub-17 da Série B/C. O adversário será um concorrente direto em ambas as categorias, o Arraial do Cabo, fora de casa, no estádio Hermenegildo Barcelos, na região dos lagos. Os confrontos acontecem às 13h e 15h.

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Classificação do Campeonato Carioca Sub-15 - Série B/C
Classificação do Campeonato Carioca Sub-17 - Série B/C

Atacante do São Gonçalo FC, que teve boa atuação, lembrou que jogadores do Gonçalense disseram que buscariam o título invicto
Capitão do SGFC, Edu comemora o gol de Waguinho. Foto: Gabriel Farias.
Capitão do São Gonçalo FC, Edu fez aquilo que se espera de um líder dentro de campo. No clássico diante do Gonçalense, comandou seus colegas de equipe, acalmou os nervos quando a partida esquentou e também foi o responsável por frear a empolgação após a vitória.

O atacante analisou a partida de maneira serena, lembrou que o rival tinha um time mais experiente, mas destacou a efetividade do São Gonçalo, que conseguiu controlar melhor a partida após sair na frente nos últimos minutos do primeiro tempo.

- Foi um jogo complicado, clássico regional, times dos caras mais experiente que o nosso. Foi uma aposta que nossa diretoria fez, de montar um time mais jovem. Conseguimos o gol no primeiro tempo, então é normal que eles pressionassem no segundo para buscar o empate ou a virada, já que eles vieram de um tropeço contra o São Cristóvão e nós de uma vitória - disse Edu, para em seguida falar sobre seu papel como capitão.

- Tenho uma experiência e acumulei bagagem pelos times que passei. Até por isso todos confiam muito em mim. Infelizmente estou duas partidas sem marcar, a pressão cresce, mas estou podendo ajudar com passe e na criação de jogadas. E a torcida pode esperar essa mesma pegada e determinação até o acesso - completou.

Mesmo em meio a festa pelo resultado positivo diante do rival, Edu pediu pés no chão nesse momento. Com duas vitórias em dois jogos na segunda fase, o São Gonçalo FC é o único time com 100% na etapa decisiva da competição. Mas nada disso será levado em conta se o sucesso subir a cabeça, conforme explica.

- Todo clássico é mais gostoso de se ganhar, de se jogar. Também é muito ruim de se perder e sei que o lado deles deve estar sentindo muito. Nosso lado foi o que falei ao final. Estamos muito no oba oba, mas temos que baixar a bola. Se não vencermos os próximos jogos, não adianta ter vencido os dois primeiros. Agora é voltar terça-feira na mesma pegada, enfrentar a Esprof no próximo domingo e ver o que o professor Marcus Alexandre tem para falar - alertou.

Discurso do adversário é lembrado

Ao final da primeira fase, o zagueiro Rodrigão e o atacante Nego, ambos do Gonçalense, esbanjaram confiança com a boa campanha do Tricolor e chegaram a falar em buscar a taça numa campanha sem derrotas, feito que não poderá mais ser alcançado devido a derrota para o São Gonçalo FC. Para Edu, as declarações tiveram certo grau de menosprezo.

- A sensação é de dever cumprido. É até mais difícil de definir a vitória num clássico, ainda mais do jeito que foi. Eles vinham dizendo que seriam campeões invictos e acho que desmereceram um pouco nossa equipe. Falei com os garotos para deixar a festa para os outros times que são mais rodados e continuar com nossos pés no chão que vamos chegar. O time é unido, aguerrido, com todos juntos - finalizou.

O São Gonçalo FC tentará a terceira vitória seguida na segunda fase da Série C contra a Esprof, no próximo domingo, dia 3. A partida será realizada no estádio João Francisco, em Bangu. Na primeira fase, o SGFC levou a melhor por duas vezes sobre o mesmo oponente, ambas por 2 a 1.

Treinador do Gonçalense reconheceu que adversário prevaleceu na partida, mas lembrou de chances desperdiçadas e "arbitragem sem critério"
Sacramento se desentendeu com Marcus Alexandre. Foto: Gabriel Farias.
O clássico entre São Gonçalo FC e Gonçalense, disputado no último domingo, foi quente em todos os sentidos. Da disputa dentro de campo até a troca de críticas entre os presidentes, o confronto ainda teve o desentendimento entre os treinadores Emanoel Sacramento e Marcus Alexandre Cravo.

Na saída para o intervalo, integrantes da comissão técnica do São Gonçalo foram cobrar os representantes do Gonçalense, alegando que os mesmos estavam exercendo pressão sobre a arbitragem. Treinador do Gonçalense, Sacramento não aceitou a intervenção e chegou a bater boca com o colega de profissão, Marcus Alexandre.

- Foram feitos alguns questionamentos bobos, falando que estávamos fazendo pressão na arbitragem, sendo que o árbitro estava tranquilo. Não foi nada além do comum. Apenas questionei, fiz uma pergunta. Nem falei nada áspero, o que não é pressão. Fui educado e mesmo que ache que o árbitro esteja errado, tenho que respeitar, já que ele é soberano dentro de campo. O trio se portou bem, cometendo alguns erros normais para os dois lados, que temos que entender - explicou Sacramento, que também fez uma análise do jogo.

- Sabia que seria um jogo muito disputado na parte física. Sabia que por conta de problemas do passado, teria um clima muito pesado contra nossos atletas. O ambiente não é favorável, o campo não ajuda num bom jogo e acabou prevalecendo um pouco a bola longa deles. E numa jogada, onde achei que estava impedido, o rapaz deles conseguiu o gol (o primeiro). A partir daí criamos diversas oportunidades para empatar, mas não aproveitamos. Aí, numa outra jogada muito bem aproveitada, onde o jogador deles bateu muito bem a falta e temos que parabenizá-lo, eles conseguiram o segundo gol. Ainda sim criamos chances até de empatar - detalhou.

Arbitragem sem critério, na visão de Sacramento

Apesar de reconhecer que o trio de arbitragem é soberano na condução da partida, Emanoel Sacramento achou que a atuação do trio não foi conforme o esperado. O técnico cobrou a expulsão de Rodrigo Will, do SGFC, que na sua visão, merecia ter tomado o segundo cartão amarelo em duas ou três oportunidades.

- Achei o árbitro um pouco sem critério. Expulsou um atleta nosso. Numas duas ou três jogadas que o número oito (do São Gonçalo) fez falta para parar as jogadas, ele não deu o segundo amarelo, mas foi o resultado que não queríamos e temos que entender que o verdadeiro homem não é só quando ganha, mas sim quando reúne forças e se levanta mais forte ainda. Vai ser isso que o Gonçalense vai fazer e com certeza vamos conseguir nossos objetivos.

O Gonçalense vive seu momento mais difícil na competição. Não vence há três jogos - dois empates e uma derrota - e largou com apenas um ponto no Grupo F da segunda fase, na quinta colocação. Mesmo assim, Sacramento se mantém confiante e encara a fase como uma boa oportunidade de crescimento.

- A fase mais difícil não sei se vai ser. Depende do ponto de vista. Creio que vai ser uma oportunidade de crescimento, para evoluirmos como cidadãos, como homens, como profissionais e tenho certeza que esses jovens vão ter essa hombridade para reagir e crescer em suas condições física, técnica, tática, psicológica, para poder continuar na caminhada, já que temos grandes coisas pela frente - completou.

O Gonçalense volta à disputa da Série C Estadual no próximo domingo, dia 3, quando receberá o Itaboraí no estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito, às 15h.

Presidente do Gonçalense disse não conhecer Alessandro Silva "como nada" e o tratou apenas como "torcedor"
Joacir Thomaz respondeu às declarações pesadas de Alessandro Silva.
Foto: Jorge Casagrande.
A vitória do São Gonçalo FC sobre o Gonçalense, na último domingo, segue gerando assunto. Após a vitória por 2 a 0 do SGFC, no estádio Carlos Gonçalves, em Rio Bonito, o presidente da equipe vencedora, Alessandro Silva, fez declarações incisivas sobre Joacir Thomaz, presidente do Gonçalense, e que em 2013 havia presidido o próprio São Gonçalo FC.

Nitidamente empolgado com a vitória, Silva gritou frases como "invicto é o São Gonçalo", "nós é que vamos para a Série B", em uma roda com seus jogadores. Em seguida, em entrevista ao site Futebol Gonçalense, seguiu com a língua afiada ao dar declarações como "futebol é feito de planejamento, não de estádio ou ônibus bonito", e "vencemos quem nos traiu no passado", atacando a diretoria rival.

Nesta segunda-feira (28), o mandatário do Gonçalense, Joacir Thomaz, respondeu às críticas. De maneira serena, disse desconhecer Alessandro Silva como presidente do São Gonçalo FC, negou ressentimentos com os dirigentes do clube adversário e ainda deixou a porta aberta para futuras parcerias.

- O que tenho a falar para esse rapaz, é nada. Queria apenas comentar, fazer algumas referências ao que esse torcedor, que está se dizendo presidente do São Gonçalo FC, disse. Até porque se buscarmos no site da FERJ, veremos que o presidente de fato é o Eduardo Alves de Castro. Lá não diz nada sobre esse torcedor que se intitula presidente. Na verdade, o Eduardo, que comanda o clube, nem deveria ter deixado esse rapaz entrar, já que a partida deveria ser realizada de portões fechados. Não darei atenção à fala dele. O campeonato (segunda fase) está apenas começando. Está na segunda rodada. Ele não ganhou nada ainda.

Sobre as alfinetadas em relação ao estádio que o Gonçalense vem construindo no bairro do Jardim Catarina, Joacir Thomaz projetou o futuro de seu clube fazendo um contraponto ao rival, que, subindo para a Série B, "não teria onde jogar", conforme suas palavras.

- Quando eu chegar na Série B, terei onde jogar. E se não chegar, também terei. Estamos construindo um estádio, uma estrutura. E o São Gonçalo FC, se chegar na Série B, vai jogar onde? Espero que eles consigam, mas a quem eles vão pedir campo emprestado? O que esse rapaz diz, não muda em nada. Na verdade ele nem deveria estar lá, já que não é presidente ou diretor. São palavras de torcedor. Vamos deixar o campeonato rolar. Eu sei da minha competência, do meu elenco, da minha comissão técnica. Se o Brasil perde em casa, numa Copa do Mundo, por 7 a 1, por que meu time, invicto há 14 jogos (nove pela Série C), não pode perder também? O placar não diz o que foi o jogo. Ele não é ninguém, apenas um torcedor. O que ele diz não representa nada para nós. Que ele seja feliz - declarou.

Brigas não foram usadas como motivação

Ao contrário do São Gonçalo FC, onde o presidente Alessandro Silva garantiu ter usado o desentendimento com o presidente do Gonçalense para motivar seus jogadores, Joacir Thomaz diz não ter usado do mesmo artifício e disse nem lembrar mais o que aconteceu na temporada passada, quando os dirigentes romperam a parceira no SGFC, e ele deixou a presidência.

- Não usei de maneira alguma. Não alimentei essa rivalidade. Estou no campeonato para que o município tenha um clube na Série B em 2015, como teve o São Gonçalo Esporte Clube neste ano. Quero um clube na Série B. Não estou preocupado com torcedor. Fomos para o jogo e pedi que os jogadores jogassem como sempre. Por obra do acaso, como o próprio treinador deles admitiu, se em alguns lances nossa bola tivesse entrado, a história seria outra. Não tenho que dar ouvido a um senhor que aparece sem camisa, descontrolado numa foto. Vou dar ouvidos ao treinador do São Gonçalo FC - analisou, para em seguida prosseguir.

- Não levo rancor do que aconteceu de forma nenhuma. O que houve ficou para trás e eu nem lembro o que se sucedeu. Fui presidente do São Gonçalo FC com muita honra, pensando em fazer um São Gonçalo forte. Era esse meu projeto. Mas infelizmente, hoje felizmente, aconteceram problemas. E ficaram para trás. Lamento estarem alimentando isso. Para mim, o que ele fala não é nada. Quando ele se tornar presidente realmente, e aparecer no site da FERJ, eu poderei analisar.

Parceria improvável e temor por violência

Joacir Thomaz ainda foi além e disse que, num futuro, se o São Gonçalo FC precisar da ajuda do Gonçalense, não haveria problema algum numa parceira. Os episódios passados e os vividos neste fim de semana, em nada influenciariam uma conversa entre as diretorias.

- Com muito trabalho estamos fazendo um estádio para o município de São Gonçalo. Queremos abrigar vários jogos, inclusive do São Gonçalo FC. Estou trabalhando em prol do futebol de São Gonçalo. Se o São Gonçalo FC subir, estou disposto a sentar e conversar se quiserem utilizar o estádio. Quero ver o local repleto de torcedores, sejam eles do Gonçalense, do SGFC, do Flamengo, do Fluminense...

Por último, o presidente do Gonçalense alertou que desentendimentos como esses podem se transformar em algo maior e que a violência poderia ser gerada a partir de atitudes impensadas.

- Não usaria essa rivalidade dentro de campo. Seria até covardia. Poderia se transformar numa batalha campal, que não é boa. No domingo tivemos Fluminense e Atlético Paranaense jogando com portões fechados pelo Campeonato Brasileiro. Olha que triste. Tudo por causa de torcedores violentos como esse rapaz que se diz presidente. Só tenho a lamentar por isso tudo - terminou.

Atacante recebeu muitas provocações durante o jogo, comemorou "cheio de marra" e fez discurso tranquilo após os 90 minutos
"Parado na esquina", Vaguinho comemora o gol que abriu a contagem
no clássico. Foto: Gabriel Farias.
Figura central no clássico do último domingo, Waguinho foi peça preponderante para mais uma vitória do São Gonçalo FC na Série C Estadual. Foi dele o primeiro gol, demonstrando muita oportunidade ao aproveitar quase em cima da linha uma finalização de Edu, aos 33 minutos do primeiro tempo.

Waguinho teve também sangue frio. Ele foi um dos mais provocados dentro das quatro linhas. Ainda nos minutos iniciais, chegou a se desentender com jogadores do banco de reservas do Gonçalense, que o provocaram. Na comemoração de seu gol, deu o troco ao comemorar cruzando os braços em frente às câmeras.

- Graças a Deus fui feliz em ter feito o gol, ainda mais num clássico. É o que venho falando. Venho trabalhando forte e sempre que pinta a oportunidade eu procuro aproveitar. Sempre que pintar a chance vou dar meu máximo e procurar ajudar o São Gonçalo - disse o atacante, evitando alimentar qualquer tipo de polêmica ao final da partida, ao ser perguntado se existia um sabor maior em vencer o rival.

Sobre o início avassalador do São Gonçalo, que venceu Artsul e Gonçalense nas duas primeiras rodadas da segunda fase, Waguinho não se diz surpreso. Muito pelo contrário. Ele garante que independente de onde jogar, o SGFC busca os três pontos e mantém a postura em busca do acesso.

- O grupo vem trabalhando, com os jogadores se doando, se dedicando bastante. Sempre que vamos para os jogos, dentro ou fora, damos nosso melhor e não foi diferente. Lá contra o Artsul nos saímos muito bem e aqui novamente. Independente de qualquer jogo, temos que dar o máximo para sair com os pontos e concretizar o objetivo que é subir - completou.

O São Gonçalo FC se prepara agora para enfrentar a Esprof, no próximo domingo (3), no estádio João Francisco, em Bangu, pela terceira rodada da segunda fase da Série C do Rio de Janeiro.

Equipe teve grande atuação diante no clássico, e grande parte do bom desempenho se deve ao treinador
Marcus Alexandre teve papel fundamental ao montar SGFC no clássico.
Foto: Gabriel Farias.
O São Gonçalo FC teve um grande problema antes do clássico diante do Gonçalense. Titular da equipe em todos os jogos da Série C até então, o zagueiro Diego Mendes acabou se tornando desfalque justamente no clássico local. Entrou em ação então a figura do treinador Marcus Alexandre Cravo.

O técnico, responsável por montar esse elenco e treiná-los desde a temporada passada, demonstrou enorme conhecimento de cada peça que tinha à disposição. Ao invés de escalar um zagueiro para substituir Diego - que na teoria seria o mais óbvio - optou pela entrada do lateral-esquerdo Matheus, deslocando Robertinho para a contenção no meio de campo, e Maykon para a zaga. A medida neutralizou o ataque adversário, que teve dificuldade para fazer infiltrações por baixo, sendo obrigado a apelar para as bolas aéreas.

- Eu tive problemas para montar essa equipe de hoje. Tive um desfalque que me exigiu que eu conhecesse o elenco para montar um time que me desse a certeza que se sairia bem no jogo - explicou.

Sobre o rival, que teve dificuldade para sair da "teia" montada entre o meio de campo e o sistema defensivo do SGFC, Marcus Alexandre fez questão de ressaltar as qualidades.

- O Gonçalense é uma equipe fortíssima, candidato à classificação, mas que a partir de agora não disputa mais nada com a gente. Nossa meta é o acesso. O título vamos pensar na sequência, depois do acesso. É interessante sair em primeiro para buscar conforto, mas com calma e respeitando todos - disse o técnico, que comemorou o pênalti desperdiçado por Vitão aos 40 minutos da etapa final.

- O Gonçalense é uma grande equipe, nos deu muito trabalho. O resultado não diz o que foi o jogo. Eles perderam um pênalti. Se fazem, a história do jogo seria outra no final. Nós tivemos o mérito de fazer o gol na hora certa e construir o resultado - admitiu.

Sem essa de "zebra"

Ao vencer Artsul e Gonçalense - dois dos times mais cotados ao título e acesso - o São Gonçalo FC espantou qualquer desconfiança que existia sobre si, já que havia superado uma chave de nível técnico mais baixo na primeira fase. Marcus Alexandre garante saber exatamente onde seus jogadores podem chegar.

- Esse início não nos surpreende. Nós conhecemos muito bem essa equipe e sabemos onde ela tem condição de chegar, mas o futebol é isso, fazer o trabalho jogo a jogo. Tem mais nove jogos e não adianta parar agora, porque aí não adianta ter vencido os dois adversários que teoricamente seriam os mais fortes da competição. Se perdermos quatro ou cinco jogos, essas vitórias não terão valido de nada - alertou.

O São Gonçalo volta a campo no próximo domingo, dia 3, quando visita a Esprof no estádio João Francisco, em Bangu, às 15h. Na primeira fase as equipes se enfrentaram em duas oportunidades. Em ambas, os gonçalenses venceram por 2 a 1.

Meia entrou mais uma vez no decorrer da partida, mas não conseguiu levar Tricolor à reação
Gilmax é cercado por dois no clássico. Meia quer reação imediata.
Foto: Gabriel Farias.
Uma derrota num clássico sempre deixa marcas. Mesmo que esse confronto tenha sido realizado pela primeira vez na história. E foi o que aconteceu no último domingo, quando o São Gonçalo FC superou o Gonçalense por 2 a 0. Enquanto os vencedores comemoravam, os perdedores tentavam erguer a cabeça.

Contratado para reforçar o Gonçalense justamente na segunda fase da Série C - onde a equipe acumula um empate e uma derrota - Gilmax analisou a partida de maneira simples. Para ele, faltou afiar a pontaria nas finalizações. A expulsão do zagueiro Talis também foi apontada como um dos motivos para o revés.

- Acho que faltou fazer o gol. Tivemos oportunidade, tivemos um pênalti. Em alguns momentos nosso time esteve melhor, mas aconteceu a infelicidade da expulsão do nosso zagueiro e eles ficaram com um homem a mais e aí fica difícil de correr atrás - disse.

Sobre um possível abatimento após a derrota no dérbi, Gilmax descartou e ainda dentro de campo, iniciou o discurso da reviravolta.

- Não podemos nos abater. Temos que pensar no próximo jogo. Foi apenas o segundo jogo desta fase, ainda restam nove e não podemos abaixar a cabeça. Tem que trabalhar para conquistar os próximos três pontos - completou.

O Gonçalense, na terceira rodada, receberá o Itaboraí no estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito, no próximo domingo (3), às 15h.

Atacante teve atuação apagada e ainda desperdiçou pênalti no final da partida
Vitão teve pouco espaço para finalizar. Foto: André Fabiano.
A noite vai ser longa. Pelo menos para Vitão, atacante do Gonçalense. O próprio jogador admitiu, após a derrota no clássico diante do São Gonçalo FC, por 2 a 0, que vai ser difícil de assimilar o golpe. Depois de uma atuação ruim - onde chegou a perder um pênalti - a principal esperança de gols do Tricolor passou em branco justamente contra o maior rival.

- Sinceramente, não sei como vai ser para dormir essa noite. Independente do que as pessoas falam, nós viemos trabalhando muito forte para conseguir nossos objetivos. E hoje, além do objetivo pessoal, que é a artilharia, tinha o clássico da cidade, mas não deu - disse o camisa nove.

O Gonçalense iniciou a segunda fase da Série C diferentemente de como terminou a primeira. Em dois jogos, conquistou apenas um ponto e começa a entrar numa má fase. O momento agora é de reflexão. Por enquanto, Vitão se diz sem explicação.

- Eu nem tenho o que falar. Sei que fizemos nosso melhor, mas o resultado não aconteceu - finalizou de maneira sucinta.

O Gonçalense volta a campo pela Série C Estadual no próximo domingo, dia 3. Em casa, no estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito, receberá o Itaboraí, às 15h.

Dirigente foi o mais empolgado com o resultado; jogou junto durante os 90 minutos e entrou em campo ao final da partida para festejar
Sem camisa e com a língua afiada, Alessandro Silva fez discurso polêmico.
Foto: Gabriel Farias.
Era notório que o clássico entre São Gonçalo FC e Gonçalense seria muito mais do que um jogo normal. Por todo problema vivido entre as diretorias no ano passado (quando ainda atuavam juntas no comando do SGFC) a vitória de hoje valeria muito mais do que os três pontos. Além disso, os dois times estavam invictos nesta edição da Série C, o que colocava um molho ainda maior no dérbi.

E foi o que aconteceu. Do lado do São Gonçalo, o presidente Alessandro Silva foi uma espécie de 12º jogador. Gritou o jogo inteiro, ora incentivando, ora pressionando a arbitragem ou até mesmo provocando os adversários. Ao apito final, entrou em campo para abraçar os jogadores, tirou a camisa, e disparou contra o rival. Aos gritos de "nós vamos para a Série B" e "invicto é o São Gonçalo", ele parabenizou seus jogadores.

- Queria muito essa vitória. Além de colocar nosso time numa situação boa em nosso grupo, também era um jogo de muita rivalidade. Não de rivalidade entre os jogadores, mas entre diretorias. Hoje nós ganhamos de quem nos traiu no passado. E mostramos para eles que futebol é jogado dentro de campo, com vontade, com raça. Mostramos como é. Não é falando, nem ficando de "blá, blá, blá". O grupo está de parabéns - disse o mandatário, claramente se referindo ao presidente do Gonçalense, Joacir Thomaz.

Ao ser perguntado se usou a briga entre gestores para motivar seus jogadores, Silva foi enfático e garantiu que sim. Mais do que isso, ainda contou com a colaboração do investidor do clube, o jogador Jucilei, que dos Emirados Árabes, onde faz pré-temporada em seu clube, mandou um vídeo motivacional.

Com certeza isso foi usado (como motivação). O Jucilei fez uma palestra em vídeo e mandou para os meninos, com incentivo, levantando o astral deles. E pelo que vimos, eles responderam, jogando com entrega, sem bola perdida. Esse foi um dos motivos para sairmos com vitória.

Por último, Alessandro Silva, apesar da nítida felicidade e empolgação, pediu pés no chão aos seus atletas, sem deixar de mais uma vez alfinetar o Gonçalense.

Nós vamos com muita vontade, mas com os pés no chão. Não ganhamos nada, foi só mais uma partida. Vamos pensar na próxima. Não tem nada ganho. Foi apenas uma vitória bonita dentro de casa. Não fizemos mais do que nossa obrigação, que era ganhar hoje. Ainda não alcançamos o objetivo que é subir. E gostaria de deixar bem claro que futebol é feito de planejamento, não é feito de história, de ônibus bonito, de estádio, de nada disso. Futebol é planejamento. Sem isso não se chega a lugar nenhum - completou.

O São Gonçalo FC volta a campo pela Série C no próximo domingo (3), quando enfrenta a Esprof, no estádio João Francisco, em Bangu. O Gonçalense, por sua vez, tentará a recuperação em casa, contra o Itaboraí, no estádio José Alves Ventura.

Equipe do leste fluminense, apesar da vitória, segue em quinto lugar na Chave G
O Itaboraí superou o Artsul em casa. Foto: Anderson Luiz/FutRio.
Depois de estrear perdendo na segunda fase da Série C Estadual, o Itaboraí demonstrou poder de recuperação mais uma vez e venceu o Artsul, neste domingo, em casa, no estádio Alziro de Almeida, por 1 a 0. O gol foi marcado por Pedro. A partida foi válida pela segunda rodada.

O Itaboraí somou seus primeiros três pontos no Grupo G, onde está na quinta colocação, já que todos os outros cinco times da chave saíram vitoriosos. O Artsul, que emplacou uma sequência negativa de dois jogos seguidos (havia perdido para o SGFC na quinta-feira) é o lanterna na Chave F, zerado.

Na terceira rodada, o Itaboraí vai até Rio Bonito, no estádio José Alves Ventura, enfrentar o Gonçalense. Por sua vez, o Artsul volta ao Nivaldo Pereira, onde recebe o São Pedro.

Itaboraí constrói placar antes do intervalo

O primeiro tempo apresentou boa movimentação, com o Itaboraí levando perigo primeiro, em duas cobranças de falta. O Artsul respondeu com efetividade aos 30 minutos, em chute de André, que passou rente à trave de Renan.

Os donos da casa conseguiram a vantagem no marcador aos 33 minutos, quando Pedro foi acionado dentro da área, ajeitou o corpo e acertou belo chute, fazendo 1 a 0. Vendo o adversário abatido, o Itaboraí controlou o final do primeiro tempo sem conseguir ampliar.

Na etapa complementar o panorama que era esperado aconteceu. O Artsul saiu com tudo para evitar a segunda derrota seguida. Nos contra-ataques, o Itaboraí levou algum perigo, mas os goleiros não tiveram que trabalhar tanto. Melhor para os itaboraienses, que comemoraram o triunfo.

Ficha Técnica
Itaboraí 1x0 Artsul
Campeonato Carioca Série C - 2ª Fase - 2ª Rodada
Estádio Alziro de Almeida, Itaboraí - RJ
Dia 27 de julho (domingo) - 15h

Árbitro: Leandro Lima e Silva
Assistentes: Dyego Giannini Ramos e Rafael Constantino Pinheiro
Cartões Amarelos: Pedro, Bicão, Russo, Marcelo e Rudi (Itaboraí); João Vitor e Vagner Eugênio (Artsul)

Gols: Pedro, 33'/1ºT (1-0)

Itaboraí
Renan; Henrique, Rudi, Evair e Marcelo; Russo, Maycon (Filipinho), Pedro e Chico Marcelo (Alessandro); Açúcar e Bicão (Jackson). Técnico: Paulo Cesar Teixeira

Artsul
Rafael; Vitor (Paulo Barrach), Adam, Vagner Eugênio e Fabiano; André, João Vitor, Sarrá e Adriano (Diego Bastos); Lucas e Hudson (Dú Paraíba). Técnico: Zilla Cardozo

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Por Gabriel Farias e Jhonathan Jeferson / Foto: André Fabiano
Jogadores do SGFC festejam o gol que abriu o caminho para a vitória.
Recheado de expectativa, o clássico entre São Gonçalo FC e Gonçalense não decepcionou. Uma partida muito disputada foi realizada no estádio Carlos Gonçalves, em Rio Bonito, pela segunda rodada, segunda fase, da Série C Estadual. Ao final dos 90 minutos, saiu vitoriosa a equipe que teve mais efetividade no ataque. Com gols de Waguinho e Walber, o SGFC superou o rival por 2 a 0.

Com o resultado positivo - o segundo seguido na etapa decisiva da Terceirona - o São Gonçalo segue disparado na liderança do Grupo G, com 6 pontos. O Gonçalense, por sua vez, está em quinto na Chave F, com apenas 1 ponto conquistado.

As equipes ganham agora uma semana cheia para se preparar até a terceira rodada, que acontecerá no próximo fim de semana. O Gonçalense receberá o Itaboraí, no José Alves Ventura, em Rio Bonito, enquanto o São Gonçalo visitará a Esprof, no João Francisco, em Bangu.

SGFC entra mais "pilhado" e abre vantagem

O primeiro tempo fez jus à expectativa que o clássico gerou. Entradas ríspidas, reclamações, desentendimentos e uma série de fatores deixaram o jogo com o clima carregado. Tecnicamente, os jogadores ficaram devendo. Foram poucos os lances que demonstravam inspiração de qualquer um dos lados.

Se faltou inspiração, sobrou disposição tática. Sem o zagueiro Diego Mendes, contundido, o técnico Marcus Alexandre Cravo surpreendeu ao escalar o lateral-esquerdo Matheus no São Gonçalo. Maykon, volante de origem, jogou mais recuado, com Robertinho e Pedro como volantes.


As mudanças do SGFC, a princípio surpreendentes, construíram um time sólido defensivamente. No ataque, o time da casa começou a ganhar território aos poucos, quase sempre com a velocidade de Waguinho. Em chute de longe, Dreivison arriscou aos 32 minutos, mas a bola subiu.

O Gonçalense, a exemplo do que havia acontecido na partida contra o São Cristóvão, viu seu esquema tático com três zagueiros e os laterais soltos, não funcionar. As descidas de Sales e Sena, pouco tinham efeito. No meio, o trio formado por Dyeguinho, Lages e Beto, não conseguia dar consistência ao setor de criação.

No último lance antes do intervalo, quando o zero a zero parecia consumado, Dreivison desceu bem mais uma vez, cruzou rasteiro para Edu, que finalizou rasteiro e viu Waguinho, que até então vinha fazendo papel de garçom, aproveitar quase em cima da linha e completar para as redes: 1 a 0.

Gonçalense pressiona, mas expulsão e golaço de falta encerram o clássico

No complemento da partida não tardou muito para os visitantes se lançarem à frente e tentarem o empate. As bolas aéreas foram o expediente preferido. Aos 10, Sena cruzou e viu Matheus, do SGFC, desviar para o próprio gol. A bola foi de encontro à trave. Pouco depois, em nova trama pelo alto que ganhou a direção do gol, Maykon salvou em cima da linha.

Não satisfeito com um domínio que se limitava à jogadas pelo alto, Emanoel Sacramento colocou em campo Renato e Gilmax. O atacante e o meia entraram nos lugares do zagueiro Yago e do volante Lages. A pressão seguiu, mas o São Gonçalo soube se defender e arrancar nos contra-ataques, principalmente após a entrada de Romário no lugar de Waguinho, que renovou o fôlego ofensivo dos mandantes.

Aos 36 minutos veio o lance que praticamente sepultou as esperanças do Tricolor. Talis errou o tempo na dividida, acertando Dreivison em cheio, sendo expulso diretamente. Na cobrança de falta, Walber, com rara felicidade, mandou a bola no ângulo direito de Julio, que até pulou, mas não evitou o segundo gol.

O Gonçalense ainda assim reuniu forças para buscar uma improvável reação nos minutos finais. A chance apareceu. Em descida pela esquerda, Sena cruzou e Robertinho cortou com a mão. Pênalti assinalado aos 40 minutos. Vitão, artilheiro da Série C, chamou a responsabilidade, mas chutou por cima da meta defendia pelo xará Victor.

Sem mais tempo para mudanças drásticas no placar, a vitória do São Gonçalo foi consumada e o contraste de reações ainda dentro de campo, foi nítido. Divididos em duas rodadas, os times apresentaram o sentimento pelo resultado. Do lado vitorioso, muita festa e provocação, com um discuso inflamado do presidente Alessandro Silva. Já para os derrotados, cabeça baixa e foco apontado para a reação.

Ficha Técnica
São Gonçalo FC 2x0 Gonçalense
Campeonato Carioca Série C - 2ª Fase - 2ª Rodada
Estádio Carlos Gonçalves, Rio Bonito - RJ
Dia 27 de julho (domingo) - 15h

Árbitro: Diego Henrique Gandaras
Assistentes: Diego Luiz Couto Barcelos e Romário Falci do Carmo Junior
Cartões Amarelos: Robertinho e Rodrigo Will (SGFC); Lages, Vitão e Pedrinho (GFC)
Cartões Vermelhos: Talis (GFC)

Gols: Waguinho, 45'/1ºT (1-0); Walber, 36'/2ºT (2-0)

Renda e público: Portões fechados

São Gonçalo FC
Victor; Dreivison, Maykon, Jefferson e Matheus (Ramon); Robertinho, Pedro, Rodrigo Will e Walber; Waguinho (Romário) e Edu. Técnico: Marcus Alexandre Cravo

Gonçalense
Julio; Rodrigão, Talis e Yago (Renato); Sales, Lages (Gilmax), Dyeguinho, Beto (Pedrinho) e Sena; Sabão e Vitão. Técnico: Emanoel Sacramento

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